segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Aliviando a tensão com a super pessimista


Pessimistas são seres versáteis e notáveis. Versáteis porque suas opiniões abrangem qualquer assunto que esteja sendo discutido. E notáveis por uma razão muito simples: é difícil não percebê-los, uma vez que seus comentários “felizes” acabam com o dia de qualquer um!

Hoje continuo minha “saga” na creche, tomando chá de cadeira na recepção e torcendo para que minha princesinha esteja se divertindo com os amigos. Enquanto isso, o velho notebook entra em ação, me ajudando a passar o tempo e (por que não) colocar em dia as histórias das super, thunder, blaster mulheres.

A nossa personagem do momento é a Super Pessimista. Ao lado dela, até o dia mais ensolarado fica sombrio. Ela, literalmente, chove granizo na sua cabeça!

Você deve estar se perguntando: “que assunto tosco, por que ela resolveu escrever sobre isso?”
É simples, meus queridos leitores: a Super Pessimista está sentada na minha frente, tocando o terror numa mãe que já chegou com os olhinhos arregalados!

Vejam bem: a adaptação de um filho na creche, em 90% dos casos, é muito mais sofrida para a mãe do que para a criança. A gente fica numa expectativa LOUCA, morrendo de tensão e preocupação, e torcendo para que tudo corra bem.
Sendo assim, o certo seria ouvirmos palavras de conforto e histórias bem-sucedidas de outras mães que já passaram por isso e, no fim, se deram conta de que não era nada demais, certo?!

Se você respondeu “SIM”, é porque pensa como um otimista.
A nossa personagem, no entanto, discorda da nossa linha de raciocínio.

Tudo começou assim: a mãe assustada sentou-se ao lado da Super Pessimista para aguardar o primeiro dia de seu filho de 2 anos na pré-escola.
Como a espera geralmente é longa, ela resolveu puxar papo com a nossa personagem. 
Começou perguntando se ela também estava aguardando o filho, quantos anos ele tinha, se era o primeiro filho e coisa e tal...

A Super Pessimista, pelo visto perita em matéria de adaptação de filhos na escola (já é o terceiro), foi logo compartilhando a sua vasta experiência.
Até aí tudo normal, e eu nem estava prestando muita atenção na conversa das duas (coisa rara), até que reparei que a cara da mãe, antes assustada, tinha se transformado em PÂNICO!

Achei meio esquisito, e comecei a escutar melhor...
Meu povo... era tanto horror que me deu vontade de pegar a Beatriz e sair correndo dali.

Em pouco mais de meia hora, a Super Pessimista relatou, no mínimo, uns dez episódios desesperadores ocorridos com seus filhos. Contou das viroses seríssimas que eles pegaram, das mordidas que levaram, dos tombos, dos puxões de cabelo e até mesmo do dia em que ela foi parar no pronto-socorro porque um de seus “anjinhos” enfiou um grão de feijão no nariz...

E a coitada da mãe assustada começou até a ficar com falta de ar. No meio daquele turbilhão de notícias ruins, ela ainda tentou se acalmar:
 “Ah, mas o Pedrinho (nome fictício) é uma criança muito doce... ele é calminho, gosta de ficar na dele, brincando... tenho certeza que não vai criar motivos pra brigar com os amiguinhos...”

E a Super Pessimista: “Ah, minha querida, criança não precisa de motivo pra brigar com outra não... eles se estapeiam por qualquer razão: brinquedo, lugar na mesa, atenção da monitora... ontem mesmo a minha “do meio” ganhou um galo na testa só porque pegou o pincel do coleguinha... ele jogou um carrinho da cabeça dela.”

Mãe APAVORADA: “Sério? Mas que coisa horrível! Você falou com a coordenação?”

Super Pessimista: “Eu não... pra quê? Não adianta nada... Todo dia é isso, e eles dizem que é normal!”

Mãe HORRORIZADA: “Normal? Eu não acho não! Não vou aceitar esse tipo de comportamento com o Pedrinho! De onde já se viu? Tem que falar com a mãe dessa criança!”

Super Pessimista: “Meu bem, vá se acostumando, porque nenhuma coordenadora ou psicóloga irá ficar sem sono porque seu filho se machucou... Elas vão te escutar e depois dizer que faz parte do processo de desenvolvimento, e blá blá blá...”

Mãe PETRIFICADA: “Mas se é assim porque você não mudou de escola até hoje? Porque parece que não concorda com o método que eles utilizam...”

Super Pessimista: “Porque as outras escolas são piores ainda! Não tem nada que preste... tudo porcaria... essa é a menos pior! Aqui pelo menos eles são mais organizados e limpinhos...quer dizer, na medida do possível, né?! Esses dias mesmo fui pegar minha bebê na sala e percebi que a mamadeira de água estava com restos de suco... a preguiçosa da monitora deve só ter enxaguado na torneira!”

Mãe MORTIFICADA: “Ah, meu Deus! Mas isso não pode! Eles não mandam essas coisas pra copa?”

Super Pessimista: “Que nada! As monitoras que lavam! Quando lavam...”

Mãe À BEIRA DE UM SURTO PSICÓTICO: “Ahhh, não! Isso é inaceitável... vou procurar a coordenadora!”

E foi, quase chorando, procurar a coordenadora.
Não sei lhes dizer que fim teve essa conversa, porque logo depois tive que entrar na sala da Bia para mostrar à monitora como é a hora do jantar.

Enfim, meus caros...
Como vocês podem perceber , segundo a nossa positiva, confiante e esperançosa personagem, a creche que escolhi para a minha filha não tem NADA de bom!

Pensem em uma pessoa que saiu com cara de derrotada do recinto?
Essa “cara” sou eu!

E a moral da história é a seguinte: Deus castiga as xeretas! Pare de ouvir a conversa alheia e vá ouvir música quando estiver entediada!

Beijosss!

Até a próxima (quer dizer, se tiver né... nunca se sabe... vai que eu nunca mais tenha inspiração...)


6 comentários:

Anônimo disse...

TIA MÁRCIA
Nandinha, ouça um conselho da tia avó, mãe e educadora 40 anos,inclusive de escola infantil.
Você confie no lugar que escolheu para a Bia de acordo com o seu bom senso.
Este tipo , espírito de porco, não tem o menor conhecimento sobre educação de crianças.
Fala mais do sabe, cospe besteiras...

Fê Veloso disse...

Tia querida, estou satisfeita com minha escolha!
Besteiras e exageros eu ouço todos os dias!
Faz parte, né?!
Beijosss!

Tatiane Rosa Domingues disse...

OPA, "minha" adaptação começa daqui duas semanas, já vou separar os fones de ouvido e um notebook bem grandão para parecer antipática e não dar abertura.
Ai, se eu ouço tudo isso gelo. Só de ler aqui já gelei. Que mulher terrorista. Espero não ter umas dessas lá onde vou "adaptar"... kkk
beijocas! Amo seus posts.

Sílvia Guedes disse...

Essa mulher é chocante, gente! Que isso!!!
mas existe mesmo esse tipo de gente!!! Em todo lugar!
Um beijo, Fê.
www.falandosalto.com.br

Fê Veloso disse...

Tati, vou torcer por vocês!
Vai dar tudo certo!
Mas leve o fone de ouvidos, viu?!
Essencial! Rsrsrs
Beijosss!

Fê Veloso disse...

Chocante que gosta de chocar, né?!
Nunca vai tanta insensibilidade!
Mas o pior é que você está certa, Silvinha, tem gente assim por todos os lugares!
Beijosss!

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